Pela primeira vez um lance legal. Eu sempre pensei que contos de fadas não combinavam muito comigo; bem, de certo modo, eu estava certa. Mentiras? Muitas! Mas entre a gente é como uma fratura exposta: está lá, visível e horripilante, só não enxerga quem tem medo. Sem ilusões, sem promessas a serem cumpridas, sem pactos de relacionamento duradouro, sem precisar lembrar que está lá, sem precisar manter as aparências perante a sociedade - na verdade, nem com nós mesmos -. Me irrita, me faz querer chorar e nem desconfia (o que me dá mais raiva ainda). Me faz desmarcar compromissos, romper princípios, sem esforço algum... Sem dúvidas e com todo o perdão do clichê: o tipo certo de pessoa errada. Meu bem, meu bem... Vamos viver o que o momento pede.
"Amar a si próprio é esse movimento: não se resignar, não se conformar com o que foi feito, não mergulhar na repetição desanimada dos dias: olhar cada lembrança de frente e ver se ainda queima. Olhar cada palavra de frente e ver se ainda queima. Olhar cada atitude de frente e ver se ainda queima. E incendiar a nossa vida na vida do outro."
(Fabrício Carpinejar)

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