sexta-feira, 16 de agosto de 2013

3 ANOS



Engenheiros do Hawaii 3x4 definição perfeita né ? São 3 anos, três anos de distancia,de amor,de promessas,de juras, de encontros, reencontros e DESENCONTROS por que não né ... Afinal lá em 2010 houve tanta promessa e bom a maioria foi comprida ou não ??? Não né tem coisas que ficaram pela metade mas são 3 anos de espera,perdoes. desculpas.erros,comprometimento, houve sim muita coisa no meio mas nada que significasse o fim, fim  esse sempre falado por muitos,houve alguns tempos no meio,tempos esse em que nos perdemos ,mas afinal perder-ser e uma forma de encontro e no nosso caso o encontro sempre ocorreu é como se os erros fossem tão pequenos perto do sentimento, como se viver a vida longe não mudasse em nada a promessa que fizemos de que haveria um tempo, um momento e um reencontro esse para sempre,por que no próximo reencontro seguiremos a mesma estrada e não mais estradas diferentes mas com destino final igual, tu lembra quando eu disse que a primeira vez q te vi tu tava de calção jeans e blusa preta,sim eu lembro e lembro cada outro detalhe é como se minha mente captasse as coisas mais imperceptíveis para os outros e as tornasse detalhes importante pra mim,afinal quem lembra sua banda favorita,seus erros,seus defeitos,sua bipolaridade,sua intensidade,seu jeito fofo e todos os mil trejeitos que tu tem?? quem sabe a tua cor favorita,seu sabor de pizza e aquele refrigerante que nem marca famosa tem mas tu ama ,mas tempo né hoje falta muito amanhã falta pouco e assim vai ... ano que vem vou embora,ano que vem tu viaja, esse ano você não vem, ano que vem eu não posso ir, a gente soube desde o inicio que nunca ia ser fácil mas sabe ta sendo é muito mais difícil do que a gente pensou , ai todo mundo fala pra esquecer mas espera se deu certo em 3 anos ainda vai dar por mais ? Será, será que nos aguentamos mais tempo :(, essa sempre foi a pergunta ea resposta ela ainda não temos apenas a certeza de que  São 3 anos, três anos de distancia,de amor,de promessas,de juras, de encontros, reencontros e DESENCONTROS é uma vontade imensa de fazer esse eu te amo ser de verdade'


I have died every day waiting for you
Darling don't be afraid
I have loved you for a thousand years
I'll love you for a thousand more (8

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Amei





Amei de bater com o queixo no meio fio e levar uns pontos num pronto socorro de madrugada. Amei de bater queixo em noite fria esperando companhia num ponto. Amei com sede, com sono, com tudo doendo, mas sem vontade de ir pra casa. Amei trejeitos, sotaques e até formas de dirigir com as mãos na coxa. Amei risadas engraçadas, fortes, com um pouco de molho no bigode, com um pouco de batom nos dentes. Amei um pouco deles. Amei um pouco delas. Amei pessoas e lugares e gente que já me disse tanto “bom dia” como “foi bom te conhecer”. Já amei até fantasma que eu pensava que era alguém que eu conhecia e no final nem tava ali, nem em espírito. Já amei um quarto vazio, um pouco de solidão e café pra dois, pra beber sozinho. Já amei na euforia, no barulho da música eletrônica e no descontrole sensitivo de mãos que nunca sabem o que fazer. Já amei pintas, sinais, verrugas, pelos e todo tipo de detalhe que pareça feio e que você possa imaginar.
Amei tortos e ajeitadinhos, gregos e troianos, gente daqui e gente que só existia nos meus outros mundos. Amei quando parecia que era só pra tapar o buraco que a gente tem e não sabe nunca como resolver. Amei umas poucas migalhas e resolvi que só ia querer gente inteira, porque eu tava cansado de gente que só me tirava pedaço. Amei ao som de Skank, de Legião, de Los Hermanos, de Cassia Eller e de tantos outros nomes dedicados aos meus amores que sempre me confundia sobre o meu cd preferido. Amei sem saber o que dizer, sem ter vocabulário extenso, com vergonha de cometer alguma gafe e usar o talher errado. Depois percebi que não importava muito as minhas maneiras, importava mesmo era amar. Já amei quem me mordesse a orelha, quem me reprovasse os hábitos, quem me desse remédio e comida na boca e quem usasse a minha boca pra dublar seu corpo. Amei em despedidas e em encontros também. Amei em outras línguas e senti que amor pode ser áspero ou calmo ou perturbador ou um monte de coisas que geralmente acompanham um impasse comedido, batucado e ritmado de um coração que encosta no peito.
E cada vez que amei, jurei que nunca tinha amado do jeito certo. Mas tinha certeza de que tinha amado as pessoas certas, ainda que em algum momento da vida eu pensasse que eles fossem erradas. Amei sem me importar com muita coisa, nem com o que me diziam que eu podia, nem com o que queriam que eu amasse. Amei sem cor, sem classe, sem gênero e sem pretexto nenhum. E amei, amei e amei mesmo assim.
É que um dia você acordou e teve certeza de que era outra pessoa. E não era eu. Você sentiu com alguém o que nunca sentiu comigo. E eu nunca tive a ver com isso. Por mais que o gosto batesse, o rosto batesse, tudo batesse, o sinal não tocou. E ficar por comodidade ou por afinidade nunca foi argumento bom pra justificar nenhuma sentença em tribunal. Você não seria infeliz comigo, mas deixaria de ser mais feliz ainda se não seguisse essa angústia, essa força toda que sai de dentro de você, essa parte que te puxa pra perto do outro e garante: o seu amor não era meu. Podia ser o carinho, o afago,Mas o amor, amor mesmo, não era meu.


Eu jurava que as coisas tremiam ou moviam-se depressa demais, só pra justificar nada com nada. Até que encontrei você,mas o amor, amor mesmo,não era meu.


D.B

sábado, 3 de agosto de 2013

Deixa ela entrar

Deixa ela se sentar na beirada da tua cama e te acordar de surpresa – pra morrer de susto e minimizar esse teu medo de aproximação. Deixa ela pender dum balanço, com as mãos pro alto e com os olhos fechados, sentindo a brisa da insegurança na cara e no corpo enquanto você se mobiliza pra não deixá-la cair. Entende o que é carinho e cuidado, rapaz.
Deixa ela mudar as tuas coisas de lugar pra você pedir desculpas depois do ataque de raiva e perceber que viver sozinho não tinha essa incerteza toda, esses nervos à flor da pele dela que varam a casa com um perfume. Mesmo não admitindo que seu olfato ainda não se adaptou. Estranha tudo nela,Estranha as calças, as cores, as provas de roupa demoradas, a ternura por programas infantis e se agarra nisso pra não cair num sofá de sala sozinho com pizza e cerveja na mão. Cai com ela e se suje todo de gordura e calabresa pra descobrir que a pizza vem fatiada por alguma razão.
Deixa ela escolher o cinema, o horário e a sessão e fique nervoso com o atraso dela. Pensa que ela não gostou de você e que foi uma péssima ideia ter saído de casa, ter saído na chuva, ter saído com ela porque ela nem era tanta coisa assim ou era muita areia pro seu caminhãozinho e calma que ela já chegou. Vai me dizer que essa menina não te tira sorriso nenhum? Nega pra mim, porque pra ela já não cola mais. Que ela não te faz tremer um pouco ou bater a perna irritantemente num ritmo desacelerado por baixo da mesa do bar. E as tuas mãos ficam suadas durante o filme e você esbarra nela sem saber se pega nas mãos dela ou não. Pro beijo foi fácil e o pulo da intimidade de segurar as mãos dela, de envolvê-la nos dedos, nos laços e numa ternura só é que fica difícil. Você não ousa desafiar a tua memória e se esquecer de todas as rejeições, o tanto de não e talvez de quem partiu e te partiu ao meio?
Deixa ela entrar e se esquece de quem já foi. Deixa ela mostrar que ninguém no mundo é igual e que elas, as outras, é que te perderam. Deixa esse teu receio machucado de lado e encara a menina nos olhos, sem casca, sem porém, sem esse papo de não querer nada sério, não querer viver em stereo porque o mute traz mais calma. Confessa que faz bem cuidar e ser cuidado por alguém, mesmo que das outras vezes o cuidado tenha acabado com uns ferimentos profundos a ferro e brasa. E larga essas tabelas do Excel, esses teus cálculos precisos demais sobre afastamento e quilometragem, essas justificativas esfarrapadas que se resumem a medo. Deixa ela entrar e jogar os teus papéis pro alto. Ou se deixa levar por esse vazio que cutuca, aperta, irrita e nunca se justificativa, e que você nega – mesmo sentindo – que sente.

D.B

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Me leva pra casa





Dá uma guinada com a cabeça pra ver se você esbarra a vista em mim, assim, em mais uma tentativa de fazer as coisas estalarem na sua cabeça e você entender tudo, tudo, tudo o que eu queria que você entendesse e visse e me dissesse e me pegasse pela mão e me levasse pra algum lugar que não fosse frio, mas agora eu já tô aqui nessa merda de rua vazia, esperando sabe-se Deus lá o quê de você e ainda assim, esperando. Eu sempre espero mesmo, espero com alguma coisa que já nem é mais esperança, alguma coisa que não é essa música que tá tocando aí – e que me lembra você –, alguma coisa que não são esses carros e essas pessoas me olhando sentada no meio de uma vista pro mar esperando. Tem ninguém à vista e eu tô aqui esperando você só me dar uma olhada certeira e fazer todo o resto. Eu nem exijo muito, eu acho, nem exijo que você mude meu mundo de cabeça pra baixo nem nada do tipo, eu nem exijo que você faça tudo numa ordem correta e eu nem falei de você pros outros, mas, por favor, me leva pra casa porque já tá doendo demais ficar aqui com os lábios rachados por conta desse vento.
Me deixa numa distância de quarteirão lá de casa e não se preocupa que eu vou andando. Se você não vai vir atrás de mim, então não precisa me deixar na porta porque eu sei que não vai ter despedida e isso vai doer mais do que os meus lábios rachados. Não vai ter aquele beijo terno nem aquela coisa de me avisa quando chegar em casa que eu quero saber se você chegou bem e eu vou ficar olhando pro whatsapp na esperança de algum daqueles balões conter o seu nome, nem vai adiantar se não for você porque eu vou passar os olhos e só isso. Ler eu só leio você mesmo. Leio esses livros que você me recomenda e achei que o último deles ia ter um final feliz, mas o cara foi lá e matou todo mundo como uma forma de se redimir e se matou no final e você disse que o livro era presente pra mim porque eu tinha gostado bastante e eu morri junto dele, sabe? Morri porque você nem fez questão de voltar aqui pra pegar o livro de volta nem pra me olhar de verdade nem pra me mandar tirar a roupa e fazer sabe-se lá o quê com você e eu tava esperando mesmo era pela manhã seguinte em que eu não ia precisar olhar no whatsapp e teria o seu primeiro bom dia pra não doer mais. Nem isso aqui dentro sufocando nem o meu lábio rachado pelo vento porque teria você e teria saliva e não teria mais vento porque você teria me levado pra casa e tava tudo bem.
Deixa pra lá que eu vou pra casa sem ninguém. Acho que você perdeu a hora e eu perdi o tempo porque eu espero e espero e espero faz tantos carros e tanta chuva e tanta gente e tanta música que me lembra você e tanto vento que os meus lábios tão doendo quase como tá doendo aqui dentro. Já passou da meia noite e eu acho melhor eu chamar um táxi porque não vai dar pra aguentar muito se você chegar aqui com alguém, não vai dar pra disfarçar, não vai dar pra gritar ou pra checar se os seus óculos tão embaçados porque você nunca me enxerga aqui, nem vai dar pra reclamar ou pra pedir pra me deixar a um quarteirão de casa porque eu preciso pensar. E tá tocando essa música e eu realmente só queria ir pra casa sem precisar imaginar os porquês de você nunca vir e nunca me ouvir e nunca me ver e nunca, nunca mesmo sentar do meu lado, se despedir, me desejar boa noite, me acordar com um bom dia no whatsapp e, quem sabe um dia, você pudesse me levar pra casa.


Daniel Bovolento