quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
Às vezes eu sonho com um lugar que eu nunca vi. Um lugar simples e cômodo, cada canto de um jeito, com uma identidade, as paredes traçadas a mão, sem padronização ou perfeição, só duas pessoas pintando, inventando, ilustrando a imaginação, mesmo que abstrata, sem uma cor ou um tom absoluto. Enquanto acordo com um beijo e sorrio, levanto-me, abro a janela e agradeço a Deus pelo novo dia. Ouço os pássaros e sinto o encantamento da nascente manhã. Só o estonteante brilhar do sol já me enche de vida. É tão intenso e real, que eu sinto como se estivesse mesmo caminhando pelos corredores, sentindo a brisa. Lá é como se a vida existisse de um jeito sóbrio e verdadeiro, sem precisar de entorpecentes ou coisas do tipo, é a verdade pura, a alegria, o carinho, a compreensão, a música, o chocolate e o amor. Eu posso escrever sem pressão alguma e o sobre o que eu desejar. As tardes são de enorme grandeza, e o jardim lá fora me enche de inspiração, as rosas vermelhas, brancas e cor-de-rosa exalam um perfume indescritível, a gruta em meio ao jardim leva com a água todas as mágoas do peito. E as noites estreladas e cheias de amor fazem silenciar até as almas mais aflitas. Somos o que realmente somos, não temos medos, nem pudores, nem vergonhas, pois esse é o nosso lar, da nossa maneira, com as nossas canções, e a nossa dança sem nome, os nossos sorrisos, os nossos beijos, a nossa liberdade, a nossa alegria, o nosso mundo encantado. Às vezes eu sonho com esse lugar.
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