“São momentos como esse, como agora. Dias raros, em que me pego sozinho em casa e jogado no sofá. Assistindo um programa de tv qualquer porque não tem nada que presta. O pensamento longe, nem tão longe na verdade. Apenas pensando sobre mim, sobre minha vida. Apenas me sentindo só. Querendo desabafar e não ter ninguém com quem compartilhar, ninguém pra quem ligar. Até tenho. O que não tenho, realmente, é coragem, é vunerabilidade. Então sou consumido pela minha própria dor misturada com angústia, se é que isso existe. Deve existir, pois eu sinto. Também percebo as lágrimas se formarem e evito até mesmo piscar para que elas não rolem. Afinal, alguém pode chegar em casa. Então permaneço. Eu e minha amiga solidão.”

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